Decisões mais ágeis podem render ganho maior em ações
Justiça do Rio promoverá rodada permanente de conciliações, a partir do ano que vem
Em casos de processos em juizados, o tempo de espera por uma decisão cai em um ano e meio a dois anos. Já a quantia a receber varia de 80% até 90% do esperado. Um exemplo é a ação do teto previdenciário, em que segurados garantiram valor médio de atrasados de R$11.586.
5 minutos com Guilherme Calmon, desembargador federal
1. O que falta para que a conciliação com o INSS ganhe mais força? A Justiça conta com o apoio da Previdência Social?
— A procuradoria do INSS tem se mostrado muito interessada em fazer acordos com segurados e até nos pediu que incluíssemos o maior número possível de casos na Semana de Conciliações. Os mutirões ainda são esporádicos, mas a ideia é que se tornem permanentes a partir de 2012.
2. Há data para o início das atividades? O que falta ser acertado?
— O projeto vai entrar em prática assim que o tribunal terminar o levantamento de ações existentes contra o instituto, verificar os casos possíveis de conciliação e estabelecer as metas. Provavelmente em fevereiro, será criado um núcleo para acordos no TRF2. Será um espaço com procuradores federais e peritos do INSS para verificar a possibilidade de acordos para processos que chegam ao tribunal.
Como entrar
- Para inclusão de um processo em audiências de conciliação, basta que o advogado faça uma petição.
- Quem não tem advogado pode solicitar a participação por e-mail ao Núcleo Permanente de Conciliações do TRF2. O endereço eletrônico é conciliar@trf2.jus.br.
- É preciso enviar nome completo, CPF, número do processo, detalhes da ação e expressar, com clareza, o interesse de que o processo seja incluído em mutirão de conciliação.
- Não são cobradas taxas ou custas judiciais de qualquer tipo na prestação do serviço.
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