Câmara bloqueia parte do salário do ex-vereador Pedro Magalhães
Atual Mesa Diretora quer saber por que ex-vereador, que é aposentado como consultor jurídico da Câmara, iria receber salário de R$ 19 mil por mês a partir de janeiro
Volta Redonda
Uma decisão da Mesa Diretora da Câmara de Volta Redonda, no final de janeiro, bloqueou parte do salário do ex-vereador Pedro Magalhães (PSDB). O salário de R$ 19 mil era referente à sua aposentadoria como consultor jurídico da Câmara, e ele passaria a receber o valor desde janeiro, o que não ocorreu devido a uma revisão na folha de pagamento do Legislativo. Pedro só recebeu os R$ 12,6 mil que vinham sendo pagos. Mesa Diretora volta a se reunir com a Consultoria Jurídica nesta segunda-feira, dia 9, para rediscutir o assunto.
O que chamou a atenção da presidente da Câmara de Volta Redonda, Neuza Jordão (PV), é o fato de o processo de atualização do salário de Pedro Magalhães ter sido iniciado em dezembro. O salário de Pedro era de R$ 12,6 mil antes da autorização do aumento concedido pela gestão anterior. “Estamos em plena crise. Além disso, temos que respeitar o dinheiro público. Esse dinheiro poderia voltar para a prefeitura construir uma creche, por exemplo, para beneficiar a população”, disse Neuza Jordão (PV), presidente do Legislativo.
O ex-vereador entrou com um processo administrativo, de nº 2712/08, pedindo atualização da remuneração de aposentadoria, alegando os motivos que levariam a Câmara de Volta Redonda a conceder o aumento no seu salário. Entre as alegações do funcionário aposentado, estão: 1) É inativo como consultor; 2) na ocasião da aposentadoria, foram agregados: gratificação de representação- 50%, nível superior- 15%, tempo de serviço- 65%, função gratificada, gratificação de 25% por serviços extraordinários, gratificação- 3/8, agregação de 17 referências por ter aposentado com mais de 35 anos de serviço.
O jornal Folha do Interior tentou durante toda sexta-feira, dia 6, contato com Pedro Magalhães, mas ele não atendeu.
“Marajá” com salário maior do que o do prefeito
Para se ter idéia do que representa um salário de R$ 19 mil no poder público, comparamos o salário de Pedro Magalhães com o do prefeito de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto, o principal cargo da cidade. Neto ganha mensalmente R$ 16 mil, uma diferença de R$ 3 mil que, para muitos servidores públicos, fica distante da realidade. “Hoje, cerca de oito funcionários da Câmara ganham entre R$ 8 mil a R$ 10 mil. Mas, a maior parte tem salários baixos”, explica um funcionário da casa.
Funcionários da PMVR permanecerão na Câmara
Um acordo da presidente da Câmara de Volta Redonda, Neuza Jordão (PV), com o prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB), colocou um ponto final na devolução de 10 servidores públicos do município para o Palácio 17 de Julho, sede da prefeitura. Neto havia solicitado que todos os servidores que haviam sido emprestados para outros órgãos se reapresentassem em suas bases. “No acordo, a Câmara arcará com os salários desses servidores, que não chega a R$ 10 mil. Ficou bom para a prefeitura e para a Câmara, já que esses funcionários são fundamentais aqui na casa”, explica Neuza.
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