domingo, 4 de dezembro de 2011

CUIDADOS

Especialistas alertam para cuidados com extintores

Volta Redonda 

Depois que uma Kombi pegou fogo na semana passada em frente ao Cine 9 de
Abril, na Vila Santa Cecília, onde as chamas não diminuíram mesmo depois que o motorista do veículo tentou apagá-las usando o extintor do próprio veículo - e de outros carros que estavam próximos -, a pergunta que fica é se o extintor que os motoristas carregam nos automóveis seriam realmente eficientes.
De acordo com o responsável pelo setor de informática e vistoria do Detran-RJ (Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro) no posto de vistoria do bairro São Luiz, Júlio Nogueira de Aquino, a função do extintor do carro é dar o primeiro combate ao fogo no início do incêndio, mas depois que ele se alastra não tem mais jeito.
- Nós sempre recomendamos que, se não conseguir apagar o fogo de início, é preferível retirar a bateria, que é a parte elétrica do carro evitando, assim um curto circuito. No caso da Kombi, ou o fogo já estava adiantado ou o motorista demorou para usar o extintor, pois a sua carga normalmente dura apenas uns 20 segundos, tempo suficiente para apagar um incêndio em seu início - conclui.
Para o gerente de uma loja de recarga de extintores e projetos contra incêndios localizada na Vila Mury, Antônio Sérgio, o extintor de um veículo é suficiente para apagar um incêndio sim, desde que o motorista esteja com o extintor em dia e saiba manuseá-lo.
- A pessoa tem que ter noção de como utilizar o extintor, pois o fogo tem de ser controlado na base, e no próprio rótulo do produto há informações de como utilizá-lo, mas ninguém costuma ler - adverte.
Júlio disse que os motoristas podem optar por dois tipos de extintores: o que é recarregado anualmente e o que já vem nos veículos novos e tem prazo de quatro anos - que não é recarregável e é trocado quando se faz a vistoria.
Durante a vistoria anual do veículo são conferidos os itens de segurança do veículo como parte elétrica, pneus, macaco, chave de rodas, triângulo e o extintor, sendo são verificados o prazo de validade e a medição de pressão.
Os modelos disponíveis são o ABC (composto de sais minerais, amônia e bicarbonato), que serve para as três classes de incêndio e é descartável para veículos leves (para os demais ele é recarregável), o BC (base de bicarbonato de sódio) - que é recarregável anualmente e mais barato para o consumidor.
No caso do tipo BC, Antônio alerta que ele pode funcionar ou não, mesmo dentro da validade, e para evitar problemas o ideal é retirá-lo e agitá-lo para não compactar o pó uma vez por semana.
Para a recarga, o ideal é encaminhá-lo para uma empresa que tenha credenciamento do Inmetro(Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e Corpo de Bombeiros.
Mais segurança
Para proporcionar mais segurança aos motoristas, o Detran determinou que os veículos a partir de 1986 passassem a transportar o extintor na parte da frente do veículo, ao alcance do motorista - seja sob o banco do motorista ou perto do carona. Os veículos que tinham o extintor no porta-malas fizeram adaptação.
Composto de pó químico, os extintores de veículos possuem uma carga de 1,08 a 1,37ml.
Júlio explica que é indicado um tamanho de extintor conforme o tamanho do veículo; para os carros de passeio - caso da Kombi - é utilizado o extintor padrão (de um a dois quilos). Ônibus ou caminhão utilizam modelos maiores ou até mais de um extintor.
O funcionário do posto de vistoria recomenda conferir o manômetro e observar se o ponteiro está na posição "Verde". O extintor também tem uma argola que sempre deve estar bem justa, além de apresentar a data de recarga mostrando o mês e ano da recarga.
- É comum, durante a vistoria, encontrar extintor falsificado, e o motorista tem 10 dias para trocá-lo a fim de conseguir a liberação. A argola nos modelos falsificados se apresenta larga, e alguns até estão preenchidos com água - alertou.

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