Agricultores do PR enfrentam problemas com as lavouras de
trigo
Produção do estado deve
ser uma das menores dos últimos anos.
Expectativa é colher 10% menos do que foi colhido o ano passado.
José Antônio Trevizan, de Rolândia, norte do Paraná, já chegou a
plantar 600 hectares de trigo, mas este número vem diminuindo nos últimos anos.
O desânimo não é apenas pelo baixo preço do cereal no mercado. Por causa do
excesso de chuva, a lavoura ficou foi atacada por um fungo chamado bruzoni, que
reduz a produtividade. O prejuízo chega R$ 60 mil.
Em 2009, o Paraná produziu
três milhões de toneladas de trigo, volume que colocou o estado como maior
produtor do país, mas a realidade tem mudado com o passar dos anos.
A expectativa para este ano é colher dois
milhões de toneladas de trigo, número 10% menor do que foi colhido o ano
passado. A área cultivada também diminuiu, na última safra registrou mais de um
milhão de hectares, para esta, a estimativa é de pouco mais de R$ 750 mil.
O trigo tem perdido espaço para o milho. O
produtor Valentin Rosolen chegou a plantar 500 hectares de trigo, mas já
reduziu a lavoura pela metade. O milho safrinha foi ganhando espaço e em quatro
anos se tornou a cultura principal da propriedade. “Devido ao custo do trigo,
enquanto mantiver essa política, fica difícil. O preço do trigo e a mão de obra
complicam, então o risco é muito mais alto", conta.
De acordo com o agrônomo Irineu Baptista
falta incentivo do governo para manter as culturas de trigo no estado.
“Antecipar o pacote de trigo é muito importante. Muitas vezes, as decisões saem
um pouquinho tarde. Outra questão é o seguro de renda, que é um seguro que
propiciaria ao produtor, investir em uma cultura e ter uma condição mínima,
caso não ocorra uma renda estável. Isso provavelmente resolveria grande parte
dos problemas”, explica.
O Paraná é o segundo maior produtor de trigo
do país, só perde para o Rio Grande do Sul. Pelo último levantamento da CONAB, a safra deste ano deve chegar a
cinco milhões de toneladas, 13% menos que o colhido em 2011.
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