Anatel fixa preço máximo de plano popular de telefonia
fixa
Dependendo da região,
valor máximo chega a R$ 9,86, sem impostos.
Famílias com renda até 1 salário mínimo já podem solicitar serviço.
A
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou nesta quarta-feira (4)
os valores máximos das tarifas e do custo mensal do plano de serviço da telefonia
fixa destinado à população de baixa renda, chamado de Acesso Individual Classe
Especial (Aice).
Dependendo da região, o valor da assinatura pode chegar a no
máximo R$ 9,86 por mês (valor sem tributos), que dará direito aos usuários a 90
minutos de ligações. Também foi fixado o custo máximo do minuto, que poderá
variar nos tetos de cobrança de R$ 0,072 a R$ 0,095. Esses valores não
consideram os impostos que incidem sobre o serviço.
A publicação desta quarta apenas oficializa os valores dos
planos, que
já estavam previstos no regulamento Aice, publicado em abril. Na
ocasião, a Anatel informava que o plano custaria, em média, R$ 13,31 – neste
caso, já com tributos incluídos. O novo modelo do plano de telefonia popular
está em vigor desde 8 de junho, para famílias com renda de até um salário
mínimo.
Terão direito ao esse modelo de serviço as cerca de 22 milhões
de famílias inscritas no cadastro único de beneficiários de programas sociais
do governo federal, entre eles o Bolsa Família.
Novo AICE
O AICE existe desde 2005, mas, como o novo regulamento, ele passa a ser oferecido com novas regras. A principal mudança é a definição do perfil das famílias que têm direito ao serviço. Antes, qualquer pessoa poderia fazer assinatura. Agora, apenas aquelas que estão no cadastro único de programas sociais do governo.
Outra mudança é no preço do serviço, que ficou mais barato. O
atual modelo funciona no sistema pré-pago e cobra taxa mensal de assinatura R$
17,62 dos usuários, que para fazer ligações ainda precisam comprar créditos.
Agora, os interessados em ter o AICE contarão com um modelo pós-pago.
O regulamento também estabelece um escalonamento para
atendimento do público-alvo do programa. Pelos primeiros 12 meses, terão
preferência as famílias com renda de até um salário minino. Entre 12 e 24
meses, aquelas com renda de até dois salários mínimos. Após 24 meses de
vigência do novo plano, entram as famílias com até 3 salários mínimos.
O escalonamento foi adotado por conta das perdas estimadas para
as concessionárias de telefonia fixa devido à mudança no plano, e que devem
ficar, segundo a Anatel, entre R$ 800 milhões e R$ 1,4 bilhão.
O regulamento também estabelece regra para migração dos atuais
assinantes do AICE para o novo plano. Aqueles que estão no cadastro único do
governo federal – ou seja, são beneficiários de programas sociais –, contarão
com migração automática.
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