Mercado tem dia calmo com feriado
em Londres e NY
O primeiro dia útil de 2012 deverá ser calmo nos
mercados internacionais, já que as duas principais praças - Nova York e Londres
- ficarão fechadas em razão de um feriado para comemoração do ano-novo. A falta
de liquidez vai se refletindo especialmente no mercado de câmbio, no qual o
euro e o dólar são negociados perto da estabilidade, enquanto as bolsas
europeias sobem com ajuda de indicadores econômicos.
Às 8h55 (horário de
Brasília), Paris subia 0,80%, Frankfurt avançava 1,58% e Milão ganhava 1,31%,
enquanto o euro caía para US$ 1,2941, de US$ 1,2955 no fim da tarde de
sexta-feira, e o dólar tinha leve queda para 76,91 ienes, de 76,95 ienes. Nos
mercados de Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA), metais e petróleo não
haverá negócios hoje.
Dados da Markit
divulgados mais cedo mostraram que o índice dos gerentes de compras (PMI, na
sigla em inglês) industrial da zona do euro subiu para 46,9 em dezembro, de
46,4 em novembro, em linha com as previsões. Nas três maiores economias da
região, o PMI industrial superou as estimativas. O PMI industrial da Alemanha
aumentou para 48,4 em dezembro, acima da previsão de 48,1; o PMI da França
avançou para 48,9, diante da expectativa de 48,7; e o PMI da Itália subiu para
44,3, contrariando a projeção de queda para 43,8. No entanto, os números
continuam abaixo do nível de 50, o que indica contração da atividade.
Durante o fim de
semana, a Federação Chinesa de Logística e Compras (CFLP) informou que a
atividade industrial do país registrou expansão em dezembro, de acordo com o
PMI. O indicador oficial chinês aumentou para 50,3 em dezembro, de 49,0 em
novembro. Também houve melhora no PMI industrial de Taiwan, medido pelo HSBC,
cuja leitura final subiu para 47,1 em dezembro, em comparação com 43,9 em
novembro. Na Índia, o PMI HSBC subiu para 54,2 em dezembro.
Em 2012 deverão
prosseguir as preocupações com a crise de dívida da zona do euro, como se
observou nos discursos de ano novo dos principais líderes europeus. Na
sexta-feira, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que a Europa
precisa trabalhar mais proximamente para que o euro tenha sucesso e para a
superação do teste mais duro para a região em décadas.
No sábado, o
presidente da França, Nicolas Sarkozy, voltou a defender a necessidade de criar
um imposto sobre transações financeiras para fazer com que os participantes do
mercado paguem por seu papel na atual crise de dívida soberana da zona do euro.
E David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, afirmou hoje que seu governo
está determinado a fazer mais para ajudar na recuperação da economia e a usar
os Jogos Olímpicos de Londres e as celebrações do 60º ano da Rainha Elizabeth
II no trono para mostrar que o país pode ter sucesso apesar dos momentos
desafiadores.
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