Cameron promete esforço para
recuperação econômica
O primeiro-ministro britânico, David Cameron,
afirmou, em seu discurso de ano-novo, que o governo do Reino Unido está
determinado a fazer mais para ajudar a economia a se recuperar. Segundo
Cameron, o governo pretende usar a Olimpíada de Londres e as celebrações do 60º
ano da Rainha Elizabeth II no trono para mostrar que o país pode ter sucesso em
meio à crise.
"Existem receios
sobre empregos e sobre o pagamento de contas. A busca por trabalho se tornou
difícil, particularmente para os jovens. E o aumento dos preços tem prejudicado
os orçamentos familiares. Eu sei disso. Nós estamos tomando atitudes nas duas
frentes. Eu sei quão difícil será superar isso, mas também sei que vamos
conseguir", afirmou Cameron.
No fim de novembro, o
governo britânico admitiu que a economia se enfraqueceu mais do que o esperado
inicialmente durante a crise de dívida da zona do euro, levantando dúvidas
sobre o programa de austeridade de 111 bilhões de libras (US$ 172,2 bilhões) do
país. O Escritório para Responsabilidade Orçamentária, que é o organismo que
fornece análises econômicas para o governo, reduziu a previsão de crescimento
da economia do Reino Unido para 0,9% em 2011 e 0,7% neste ano.
Cameron afirmou que
os planos do governo para cortar o tamanho do déficit no orçamento do país
deram à economia britânica alguma proteção contra a crise da zona do euro, mas
reconheceu que mais mudanças são necessárias e que o país precisa buscar
oportunidades em áreas de crescimento fora da Europa. "Nós precisamos
fazer mais para levar nossa economia de volta à saúde. Portanto, delineamos
grandes planos para a transformação da nossa infraestrutura, começando agora,
com melhores estradas e ferrovias, banda larga super rápida e novas
moradias", defendeu o premiê.
Segundo Cameron, haverá
uma grande ação para melhorar os serviços públicos, reformar o sistema de bem
estar social e lidar com os excessos no setor financeiro. Os Jogos Olímpicos e
as celebrações do Jubileu de Diamante da rainha neste ano são um incentivo para
o país se mostrar forte, disse. "Esse será o ano em que o Reino Unido verá
o mundo, e o mundo verá o Reino Unido. Este deve ser o ano em que iremos longe,
o ano em que o governo de coalizão que eu lidero fará tudo que for preciso para
dar força ao nosso país", acrescentou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário