Justiça condena DuPont a pagar US$ 1 bilhão à
Monsanto
Chicago, 02 - Um júri federal determinou nesta
quinta-feira que a DuPont deve pagar indenização de US$ 1 bilhão à Monsanto por
quebra de patentes da tecnologia de sementes Roundup Ready. O julgamento
começou em 9 de julho e, nesta quinta-feira, o conjunto dos jurados chegou à
conclusão de que a DuPont quebrou patentes intencionalmente, de acordo com
comunicado da Monsanto. As sementes Roundup Ready são resistentes ao herbicida
glifosato, princípio ativo do produto Roundup, da própria Monsanto.
A Monsanto processou a DuPont em 2009 por
causa da semente de soja Optimum GAT, que inclui características transgênicas
adotadas pela DuPont para tornar as lavouras resistentes ao glifosato.
Inicialmente, a DuPont e sua subsidiária Pioneer Hi-Bred comercializaram essa semente
como uma alternativa à Roundup Ready da Monsanto, mas depois igualou seu
produto ao concorrente, por meio da Optimum GAT.
Segundo a Monsanto, ao fazer isso a DuPont
violou os termos de um acordo de licenciamento de 2002. A DuPont recorreu
judicialmente, alegando práticas anticompetitivas por parte a Monsanto, mas
deixou de comercializar a Optimum GAT. Durante o julgamento, a DuPont
argumentou que a Monsanto enganou autoridades do governo dos Estados Unidos
para obter a patente.
"Essa decisão destaca que todas as
companhias que fazem investimentos pioneiros e substanciais em desenvolvimento
de tecnologia de ponta terão seus direitos de propriedade intelectual
confirmados e justamente valorizados", afirmou o vice-presidente executivo
e conselheiro geral da Monsanto, David Snively, em comunicado. Já a DuPont
afirmou que vai recorrer novamente da decisão, pois a indenização de US$ 1
bilhão é injustificável. "A DuPont discorda fortemente do veredicto",
declarou a companhia química, em nota. "Houve graves erros fundamentais no
caso que privaram o júri de fatos e argumentos importantes".
A tecnologia Roundup Ready da Monsanto é
muito utilizada pelos produtores agrícolas, pois a companhia licencia sua
utilização para outras empresas. Existem variedades de alfafa, milho, algodão,
canola e beterraba resistentes ao glifosato. As informações são da Dow Jones.
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