Firjan propõe redução de 35% na
tarifa de energia
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
(Firjan) propõe que os governos zerem uma série de encargos e reduzam outros
para atingir uma redução de 35% na tarifa de energia no País. De acordo com
levantamento feito pela instituição, esse corte, aliado à redução obtida com o
fim das concessões de usinas hidrelétricas, alinharia o preço da energia no
Brasil com a média mundial. O estudo deve ser apresentado ao ministro de Minas
e Energia, Edison Lobão, na semana que vem.
"Para sermos competitivos, temos que
ousar. O que a presidente Dilma (Rousseff) fez com os bancos deu certo porque
ela ousou", disse em entrevista à imprensa o presidente da Firjan, Eduardo
Eugenio Gouvêa Vieira, referindo-se aos esforços feitos pelo governo para
reduzir juros e taxas (spreads) bancários.
De acordo com a Firjan, o custo médio da
energia no Brasil, com base no mercado cativo, é de R$ 329 o megawatt-hora
(MWh), ante uma média mundial de R$ 215,5 o Mwh.
Para chegar à redução sugerida, seria preciso
baixar o ICMS em 5 pontos porcentuais e acabar com as cobranças de PIS/Cofins e
de quatro encargos do setor: Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), Programa
de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), RGR (Reserva
Global de Reversão) e CDE (Conta de Desenvolvimento Energético). Isso se
somaria a uma redução de 40% obtida com a amortização das usinas cujas
concessões estão por vencer.
Na avaliação da Firjan, a redução de 10% a
20% que tem sido esperada com medidas que o governo pretende adotar não seria suficiente
para tornar o Brasil competitivo. "No quesito energia, o Brasil
continuaria na mediocridade", declarou Vieira.
No entanto, mesmo com a redução de 35%
defendida pela Firjan, o custo do Brasil estaria acima do custo dos BRICs e do
Mercosul. Para ficar na média desses grupos, o País precisaria de uma redução
de 55% e 63% respectivamente.
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