Morre preso político cubano após 50 dias em greve de fome
HAVANA, 20 Jan 2012
(AFP) -O preso político cubano Wilmar Villar, de 31 anos, faleceu na
quinta-feira em um hospital da cidade de Santiago de Cuba depois de permanecer
cerca de 50 dias em greve de fome, disse à AFP o ativista opositor Elizardo
Sánchez.
Villar
deixou de ingerir alimentos em protesto pela condenação de quatro anos de
prisão aplicada no dia 24 de novembro por um tribunal cubano, o que deteriorou
sua saúde, culminando em sua morte nesta quinta-feira às 18H45 local (21H45 de
Brasília), disse Sánchez.
Sánchez,
que dirige a ilegal Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação
Nacional, disse que Villar passou vários dias em "estado crítico", em
uma sala de cuidados intensivos do Hospital Clínico Cirúrgico de Santiago de
Cuba, 900 km a sudeste de Havana, onde havia sido hospitalizado recentemente.
"Ele
foi transferido ao hospital depois de cerca de 50 dias em greve de fome",
disse o ativista.
"A
comissão considera que toda a responsabilidade moral, política e jurídica em
relação à morte de Wilmar recai no governo de Cuba, já que ele se encontrava
sob a custódia das autoridades", acrescentou Sánchez, ao ressaltar que se
tratava de uma "morte evitável".
Villar
é o segundo preso político que falece em greve de fome desde 2003, quando
morreu em um hospital de Havana Orlando Zapata, de 42 anos, considerado
"prisioneiro de consciência" pela organização de direitos humanos
Anistia Internacional, após uma greve de 85 dias.
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