Estudos preservam o jequitibá, árvore-símbolo para os
baianos
Jequitibá é uma
árvore que tem forte ligação com o cultivo do cacau.
Agricultores dizem que onde tem jequitibá, a garantia é de boas amêndoas.
Escondido
à sombra da Mata Atlântica, no sul da Bahia, o manejo do cacau tem mostrado que
é possível conciliar produção com preservação ambiental. O fruto desenvolve-se
na Cabruca: sistema de cultivo que aproveita o sombreamento de árvores nativas.
Em contrapartida, a floresta e suas espécies são conservadas.
Para ampliar esse sistema e agregar outros valores, o instituto
Cabruca e a Ceplac, órgão que auxilia na lavoura cacaueira, começaram um
projeto de identificação geográfica dos grandes jequitibás, alguns centenários,
encontrados na região em meio à mata.
Em Ipiaú, no sul baiano, na fazenda Segredo, aos pés do gigante
jequitibá rosa, os técnicos da Ceplac começam as medições para cadastrar a
árvore. Ela é uma das maiores da região cacaueira, tem 9 metros e 20
centímetros.
Com outro grupo de técnicos da Ceplac, o trabalho segue na
fazenda Boa Lembrança, no município de Ubatã, onde está um dos mais altos
jequitibás rosa da região.
Medidas conferidas, identificação fixada no tronco e os números
surpreendem: 7 metros e 60 centímetros de circunferência e cerca de 56 metros
entre a base e a copa. A altura destaca-se na paisagem, é equivalente a um
prédio de 20 andares.
Os registros vão facilitar também o processo de tombamento da
espécie ameaçada de extinção como patrimônio histórico-cultural e paisagístico
do sul da Bahia.
"Além destas árvores serem importantes para o cacaueiro,
porque evita que a falta de chuva afete a produção, contribuindo com matéria
orgânica para o solo, estas árvores podem ser aproveitadas para atividade de
ecoturismo, como arvorismo, como visitação, além da educação ambiental com
crianças e jovens. Valorizar este patrimônio é algo muito importante para o sul
da Bahia", explica Durval Libânio, presidente do Instituto Cabruca.
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