Controladora da CSA tem perda de 263
milhões de euros no trimestre
Os
negócios siderúrgicos do grupo ThyssenKrupp nas Américas ? uma usina no Brasil,
a CSA, e uma laminadora nos EUA ? continuam amargando pesadas perdas
operacionais e financeiras. Os dados foram revelados hoje em balanço do
conglomerado alemão, referente ao terceiro trimestre (abril a junho) de seu ano
fiscal.
Conforme o documento trimestral, a ThyssenKrupp Steel Americas
(TKSA) reportou resultado operacional, antes do financeiro, negativo em 263
milhões. No mesmo período de 2011, a perda dessa divisão siderúrgica do grupo
foi de 190 milhões de euros.
Em nove meses - de outubro de 2011 a junho de 2012 -, o
resultado operacional dessa divisão de aço acumulou prejuízo de 887 milhões de
euros, ante 781 milhões de euros um ano antes.
A receita da TKSA no terceiro trimestre alcançou 543 milhões de
euros, com crescimento de 26,5% sobre o mesmo trimestre do ano passado. Em nove
meses, mais que duplicou: de 775 milhões de euros para 1,587 bilhão de euros. .
As operações da TKSA, que no fim de junho empregava 4.236 pessoas,
demandaram investimentos de 10 bilhões de euros. Ambas as unidades começaram a
operar em meados de 2010 e vem gerando pesados prejuízos ao grupo alemão,
decorrente de encarecimento e atraso das obras e depressão dos preços do aço no
mercado internacional após a crise de 2008.
A CSA, no Rio de Janeiro, tem capacidade de produzir 5 milhões
de toneladas de aço por ano. A laminadora americana, em Mobile, Estado do
Alabama, está apta a processar 4,5 milhões de toneladas de material acabado por
ano, com foco para o mercado automotivo.
Com quase nenhuma perspectiva de retorno desse investimento até
2015, em meados de maio o grupo ThyssenKrupp decidiu pôr a TKSA à venda ou
buscar uma parceria para viabilizar o empreendimento. A condução do processo de
venda está a cargo dos bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley.
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