Brasil adia compra de aviões de combate
Paris,
10 Ago 2012 (AFP) -O ministro da Defesa Celso Amorim anunciou o adiamento do
processo de compra de aviões de combate devido às dificuldades econômicas,
durante uma entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal americano Wall
Street Journal.
"O projeto não está abandonado. Haverá uma decisão no
momento oportuno. Mas no dia de hoje prefiro não fornecer uma data",
declarou o ministro ao jornal.
"A situação econômica tomou uma direção menos favorável que
o previsto e naturalmente isto requer prudência", acrescentou.
Amorim considerava até agora que uma decisão seria tomada neste
ano. O Rafale do construtor francês Dassault Aviation compete com o Gripen do
sueco Saab e com o F/A-18 Super Hornet da americana Boeing para conquistar este
mercado de 36 aeronaves, avaliado em 5 bilhões de dólares.
"Não diria que há uma empresa favorita", explicou o
ministro. "A questão importante é saber quando o faremos e então
examinaremos novamente as propostas. Temos a necessidade de renovar a frota,
mas devemos responder em função das possibilidades do país".
A Força Aérea Brasileira (FAB) pede a cada seis meses aos
construtores em disputa que renovem seu interesse pela contratação ao prorrogar
suas propostas. Ela o fez novamente no fim de junho.
O Estado francês apoia a oferta da Dassault, cujo Rafale
aparecia como favorito em 2010 depois de um acordo entre Lula e o então
presidente da França, Nicolas Sarkozy. Mas, com o fim de seu mandato, Lula
deixou a decisão nas mãos de sua sucessora Dilma Rousseff.
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