Greve de fiscais dificulta exportação de manga do Vale do
São Francisco
Vale do Rio São Francisco
concentra o maior polo de fruticultura do país.
95% das mangas exportadas
pelo Brasil saem da região.
A greve
dos fiscais federais agropecuários está afetando a exportação de manga do Vale
do São Francisco. Algumas empresas precisaram recorrer à Justiça para garantir
a continuidade dos trabalhos.
O Vale do Rio São Francisco concentra o maior polo de
fruticultura do país. De acordo com a Associação de Produtores e Exportadores
do Vale, 95% das mangas exportadas pelo Brasil saem da região. A expectativa é
de que mais de 30 mil toneladas sejam exportadas este ano. Mas a greve dos
servidores federais ameaça a comercialização da fruta para o mercado externo.
Na segunda-feira (06), os fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura
aderiram ao movimento. Sem o trabalho deles é impossível emitir os certificados
de exportação, o que impede o embarque das mangas.
O documento é liberado após a coleta e a analise de amostras da
fruta. O processo é feito ao longo de um plantão de 12 horas. Depois da greve,
a jornada foi reduzida para 8 horas. De acordo com os produtores, o período não
é suficiente para suprir a demanda.
Na fazenda em Casa Nova, na Bahia, os fiscais estão trabalhando
normalmente graças a uma liminar da Justiça, que alegou que o produto poderia
apodrecer. De acordo com o gerente da casa embaladora, a medida não impediu que
prejuízos fossem registrados.
Em nota, os fiscais agropecuários informaram que têm uma pauta
de reivindicação com 11 itens. Entre eles, estão o reajuste salarial de 22% a
28%, dependendo do nível de carreira do fiscal, e a realização de concursos
para a contratação de novos profissionais. Em Pernambuco, por exemplo, existem
120 e apenas 6 são responsáveis por todo Vale do São Franscisco.
O coordenador da câmara de fruticultura da região teme pelo
pior. “A gente tem medo, principalmente, da demora, do atraso do embarque. Por
se tratar de fruta, que é um produto perecível, qualquer dia de atraso afeta a
qualidade do produto”, diz Edis Matsumoto, coordenador da Câmara de
Fruticultura do Vale.
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