Queda nas ações da Usiminas tira R$ 1,6 bilhão do balanço da CSN
Dentro
da expectativa de parte do mercado, a Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) divulgou,
há pouco, prejuízo de R$ 1 bilhão. O resultado foi afetado, em grande parte,
pelo reconhecimento das perdas de R$ 1,6 bilhão com a aquisição de ações da
concorrente Usiminas entre 2010 e 2011. No mesmo trimestre do ano passado, a
empresa teve lucro de R$ 1,013 bilhão.
É o primeiro prejuízo da CSN desde 2002, ano em que a companhia
passou ao comando executivo de Benjamin Steinbruch, principal acionista e que
também é o presidente do conselho de administração.
No item 'outras receitas e despesas', que incluiu a perda com os
papéis da Usiminas - 11% de ações ONs e 20% de PNs -, a empresa registrou
resultado negativo de R$ 2,28 bilhões. Analistas de bancos avaliavam que a perda
com esses títulos da concorrente poderia ficar entre R$ 1,9 bilhão e R$ 2
bilhões.
Com isso, a CSN teve, no trimestre passado, um prejuízo
operacional de R$ 1,45 bilhão, ante ganho de R$ 2,14 bilhões um ano antes. Em
função do aumento de 20% nos custos operacionais, a margem bruta da companhia
recuou de 42%, no segundo semestre de 2011, para 28% em igual período deste
ano.
A receita líquida consolidada da empresa alcançou R$ 4,137
bilhões no trimestre, puxada por maior venda de aço proporcionada pela siderúrgica
alemã SWT adquirida no fim de janeiro. As vendas na siderurgia cresceram R$ 140
milhões, para R$ 2,65 bilhões. Já em minério de ferro, houve forte retração: de
R$ 1,52 bilhão para R$ 1,14 bilhão.
O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de
juros, impostos, amortização e depreciação) ficou em R$ 1,12 bilhão, bem abaixo
dos R$ 1,77 bilhão de um ano atrás. Na mesma base de comparação, a margem
Ebitda caiu de 41% para 27%.
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