Comercialização de moluscos produzidos em SC cresce
16,75%
Produção catarinense envolveu cerca de
695 maricultores no ano passado.
Foram comercializadas 18,3 mil toneladas de
mexilhões, ostras e vieiras.
ano passado
A
Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri)
divulgou nesta semana uma pesquisa que aponta um aumento na comercialização de
moluscos no ano de 2011. De acordo com o pesquisador do Centro de
Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca da Epagri (Cedap), Alex dos Santos,
houve um crescimento de 16,75% em relação a 2010. Foram 18,3 mil toneladas de
mexilhões, ostras e vieiras comercializadas por Santa Catarina.
A comercialização de ostras na safra de 2011 foi de 2,3 mil
toneladas, aumentando em 19,75% comparado à safra 2010, que teve produção de
1,9 mil toneladas. “O número total de produtores de ostras no estado passou de
121, em 2010, para 127, em 2011”, afirma Santos. Esse acréscimo foi provocado
pela falta do produto na safra anterior, reaquecendo o comércio de ostras em
2011.
Os municípios que mais contribuíram para a produção total de
ostra no estado foram Florianópolis, São José e Palhoça. As baías Norte e Sul
da Grande Florianópolis são responsáveis por 96,1% da produção estadual de
ostras cultivadas. A comunidade do Ribeirão da Ilha, na capital catarinense, é
a maior produtora de ostra, com 1,4 mil toneldas, o que representa 61,75% da
produção estadual.
Já a comercialização de mexilhões na safra de 2011 foi de 15,9
mil toneladas, um aumento de 16,35%. Foram cerca de 600 produtores concentrados
nas cidades de Palhoça, Governador Celso Ramos e Bombinhas. Palhoça foi a
cidade que teve a maior contribuição para os números do estado com uma produção
de 9,7 mil toneladas, 24% em relação à safra 2010. Penha teve uma produção de
2,6 mil toneladas e Bombinhas 1,5 mil tonelada, um aumento de 59,51%.
O comércio de vieiras, com 3,8 toneladas, teve uma redução de
26,9%. O município de Penha liderou a produção, com 3,4 toneladas, sendo
responsável por 65,4% da produção estadual, seguido por Florianópolis, com
34,6%. “O principal fator limitante para a consolidação dessa atividade
produtiva é a indisponibilidade de áreas aquícolas com condições ambientais
adequadas para o cultivo da espécie”, explicou o pesquisador do Cedap.
A produção catarinense do ano passado envolveu 695 maricultores,
representados por 28 associações municipais e uma estadual, duas federações e
uma cooperativa. A produção é feita em 12 municípios do litoral de Santa
Catarina, compreendidos entre Palhoça e São Francisco do Sul.
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