EUA: calor recorde provoca estragos e preço dos alimentos
pode aumentar
A pior seca dos últimos 50
anos já tem reflexos nos preços dos alimentos. Com menos milho, a ração do gado
fica mais cara. Ração mais cara significa carne com preço - em média 15% - maior.
A
preocupação com o aumento no preço dos alimentos virou tema de campanha nos
Estados Unidos. Enquanto os políticos americanos não se entendem, os
consumidores do mundo todo pagam mais caro. Podemos esperar mais reajustes por
que o calor recorde nos Estados Unidos segue provocando estragos.
No total, 40 incêndios já foram registrados e já atingem dez
estados americanos. E estão se espalhando. O fogo destruiu casas, florestas e
ameaça o ecossistema de uma vasta região.
No interior do estado de Washington, o fogo dominou uma área
equivalente a 130 campos de futebol. Na grande São Francisco, na Califórnia, as
chamas obrigaram 400 pessoas a saírem de casa. E assim os incêndios vão
atingindo a costa oeste americana.
O culpado é o calor: temperaturas que passam dos 40°C. Julho foi
o mês mais quente nos Estados Unidos desde que a medição começou a ser feita,
há 117 anos. Enquanto as pessoas transpiram, o solo fica seco, e não há
abastecimento de água que dê conta de irrigar toda a terra.
“É terrível. O que nos resta é planejar um funeral”, conta um
fazendeiro, que já perdeu um terço da plantação de milho.
É a pior seca dos últimos 50 anos, que já tem reflexos nos
preços dos alimentos. Com menos milho, a ração do gado fica mais cara. Ração
mais cara significa carne com preço maior. E essa já subiu 15%, em média, nos
Estados Unidos.
O problema, claro, foi parar na campanha presidencial. O
presidente Barack Obama visitou plantações ameaçadas e disse que os fazendeiros
estão na pior por causa da oposição.
“O Congresso precisa aprovar um projeto de lei que prevê ajuda
financeira a fazendeiros, mas infelizmente muitos deputados não querem a
aprovação”, disse Obama.
Os republicanos rebatem e argumentam que não há como gastar
mais. A eleição é em novembro. Mas o que muitos americanos querem é que chegue
logo o outono, no fim de setembro, trazendo dias melhores.
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