Clima pode assegurar safra recorde de milho em Sorriso
(MT)
Maior produtor nacional de
soja plantou 380 mil hectares com cereal.
Clima deve ser aliado ou
vilão nesta temporada.
Verde das lavouras de milho em Sorriso
Às
margens da BR-163 em Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá, o verde das lavouras
de milho mostra que o ano pode ser de bons resultados para a safrinha. Pelo
menos esta é a expectativa dos produtores rurais do município que detém o
título de campeão brasileiro na produção de soja. Agricultores querem também
recordes com o cereal nesta temporada e estão otimistas quanto aos resultados.
Mas sabem que vão precisar contar com uma força dos céus para garantir um ano
de bons índices.
O fator clima deve ser fator principal para assegurar ao
empresário rural bons índices de produção e produtividade. “Nunca tivemos um
clima tão favorável até o momento. Aproximadamente 95% do nosso milho foram
plantados na janela certa. A média de produtividade esperada é a maior dos
últimos anos”, explica Nelson Piccoli, diretor-financeiro da Associação dos
Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).
Produtor rural e ex-presidente do Sindicato Rural do município,
Piccoli destaca que a meta é atingir patamar histórico em produtividade, caso o
tempo contribua. “O ano em que mais se produziu chegamos a 90 sacas por
hectare. Se o clima contribuir, podemos variar destes 90 até 100 sacas. Mas o
que vai determinar a produtividade do milho é realmente o clima”, acentuou.
Na safra 2011/12 Sorriso destinou ao safrinha 380 mil hectares,
segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A semeadura
encerrou até a primeira quinzena do mês de março. De acordo com Nelson Piccoli,
pelo menos 40% das lavouras estão em fase de formação de espiga. Outros 60% em
estágio de crescimento.
“Se tudo der certo esta tem tudo para ser a melhor safra de
todas”, pontuou o diretor da Aprosoja. Analista de mercado do Imea, Cleber
Noronha diz que o fator clima será essencial para o bom desenvolvimento da
safrinha de milho ou mesmo para ser tratado como vilão.
“O que realmente pode impactar no milho é o clima. Já a média
pode variar de produtor para produtor, pois cada um investiu de forma
diferente. Há possibilidade de uma produtividade grande e superando o melhor
resultado de 80 sacas por hectare”, destacou o analista.
Os números do Imea mostram a evolução do milho segunda safra no
município que mais produz soja no Brasil. Nas lavouras o cereal
tradicionalmente ocupava de 30% a 40% da área de soja. Este ano avançou entre
70% e 75%, conforme destaca Cleber Noronha.
“Sorriso conseguiu plantar muito cedo porque colheu a soja cedo.
Agora temos que acompanhar as chuvas e como estão as doenças e pragas”,
ponderou Noronha.
O município foi uma das cidades visitadas durante o Estradeiro
Aprosoja, uma comitiva formada por representantes da Associação dos Produtores
de Soja e Milho, Federação da Agricultura e Pecuária (Famato) e sindicatos
rurais, que percorre os mais de 2 mil quilômetros entre Cuiabá (MT) a Porto
Velho (RO). O objetivo é avaliar o andamento das obras em rodovias como a
BR-242, principal elo de ligação do município ao Araguaia Mato-grossense.
Somente na segunda-feira (2), foram cerca de 500 quilômetros
entre a MT-130 e a BR-242. Na terça-feira (3), o grupo deslocou-se até Vilhena
(RO) em um percurso de 650 quilômetros, pela BR-163 até Nova Mutum, MT- 235 até
Sapezal e BR-364 até o destino final.
Em Vilhena, um rápido encontro entre produtores de Mato Grosso e
do estado vizinho marcou a sequência dos trabalhos nesta terça-feira (3). O
último dia de viagem está reservado a uma agenda na capital de Rondônia.
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