Tributação maior sobre bebidas penaliza fabricantes, diz
associação
Medida foi anunciada pelo
governo, mas ainda não saiu no 'Diário Oficial'.
Alfebras informa que o
setor poderá demitir com aumento da tributação.
A
Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) avaliou nesta
quarta-feira (4) que o aumento da
tributação das “bebidas frias, anunciado na terça-feira pelo governo
federal para compensar parte das perdas do pacote
de estímulo (?) à competitividade das empresas, representa uma
"sentença de morte" para as pequenas empresas de refrigerantes.
Apesar de já anunciada, a medida ainda não foi publicada no "Diário
Oficial da União".
"Não podemos concordar com essas medidas que estão indo na
contramão de uma solução setorial. Ao aumentar os impostos de forma igual para
todo o setor de bebidas, o governo está colocando nas costas dos pequenos
fabricantes de refrigerantes a responsabilidade de compensar essa renúncia
fiscal do plano de incentivo. O correto seria cobrar das grandes corporações do
setor os impostos devidos que não são pagos efetivamente", declarou o
presidente da Afrebras, Fernando Rodrigues de Bairros.
Segundo ele, ao invés de ser um "alívio" para o setor
industrial, cada nova medida tomada pelo governo federal causa mais apreensão
no setor de bebidas. "Nunca se sabe qual será o próximo golpe para
derrubar os pequenos fabricantes de refrigerantes do mercado”, afirmou Bairros.
De acordo com a entidade, o Ministério da Fazenda tem conhecimento da
necessidade de salvar as pequenas empresas de refrigerantes, "mas não se
sensibiliza na hora de formalizar os incentivos".
A Afrebras informou ainda que encaminhou um ofício ao Ministério
da Fazenda solicitando que as empresas regionais de refrigerantes sejam
beneficiadas pela desoneração de impostos sobre a folha de pagamento, e
alertando sobre o impacto que o aumento de impostos terá para essas empresas.
"Até agora nossas tentativas estão sendo em vão. Temos a
impressão de que quanto mais alertamos, mais o Ministério da Fazenda age de
forma contrária, para exterminar de uma vez nossas empresas. Nossos apelos têm
sido no sentido de manter os milhares de empregos gerados pelas empresas
regionais de bebidas e de salvar as fábricas. No entanto, o governo parece não
contabilizar essas perdas sociais", afirmou o presidente da Alfebras.
Nenhum comentário:
Postar um comentário